Em Marrocos, papa desaconselha católicos a evangelizar: “Converter não é a missão”

Durante sua visita ao Marrocos, na manhã deste domingo (31), o papa Francisco surpreendeu ao dizer que a missão dos católicos é ilustrar os ensinamentos da Igreja e não evangelizar.

“Continuem próximos daqueles que são frequentemente excluídos, os pequenos e os pobres, os prisioneiros e os migrantes. Os caminhos da missão não passam através do proselitismo, que leva sempre a um beco sem saída, mas pelo nosso modo de estar com Jesus e com os outros”, declarou, segundo site oficial do Vaticano.

De maioria muçulmana, em Marrocos levar um islâmico ao cristianismo pode render prisão, e o pontífice alertou contra a tentativa de conversão religiosa. “ A que é semelhante um cristão nestas terras? Com que posso compará-lo? É semelhante a um pouco de fermento que a mãe Igreja quer misturar com uma grande quantidade de farinha, até que toda a massa se levede. De fato, Jesus não nos escolheu nem enviou para que nos tornássemos os mais numerosos!”, declarou, em um discurso que contrasta com textos bíblicos como Mateus 28:19-20.

O pontífice concluiu declarando que “ser cristão não é aderir a uma doutrina, a um templo, ou a um grupo étnico; ser cristão é um encontro. Somos cristãos, porque Alguém nos amou e veio ao nosso encontro, e não por resultados do proselitismo”.

A postura de conciliação com os islâmicos é comum nos discursos de Francisco, que disse anteriormente que cristãos e muçulmanos “são irmãos”.

Fonte: Gospel Prime

“Eu amo Israel”, afirma Bolsonaro, em discurso onde defende “aproximar os povos”

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, recebeu o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro no aeroporto Ben Gurion, em sua chegada ao país. Apenas outros quatro chefes de Estado receberam essa deferência na administração do atual mandatário israelense. Os outros foram os presidentes dos EUA Donald Trump e Barack Obama, o papa Francisco e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.

Em uma visita oficial até 4 de abril, Bolsonaro afirma que pretende “aproximar os povos” e gerar novas parcerias com os israelenses.

“Meu governo está firmemente decidido a fortalecer a parceria entre Brasil e Israel. A amizade entre nossos povos é histórica. Tivemos um momento de afastamento, mas Deus sabe o que faz, e voltamos”, assegurou Bolsonaro.

Arriscando umas palavras em hebraico, declarou duas vezes durante o discurso: “Eu amo Israel”. Fiel aos eu estilo, falou sobre fé. Disse que sua recuperação após o atentado em setembro de 2018 e sua eleições foram um “milagres” e que, em 2016, durante sua primeira viagem a Israel, foi batizado no rio Jordão, onde conquistou “uma fé verdadeira que me acompanha pelo resto da vida”. Citou também O texto bíblico de João 8:32: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.

Fez questão de frisar que busca nesta viagem “cooperação nas áreas de segurança e defesa”. “Eu e meu amigo Netanyahu pretendemos aproximar nossos povos, nossos militares, nossos estudantes, nossos cientistas, nossos empresários e nossos turistas”, discursou, chamando o premiê de “irmão”. Em outro momento, o mandatário brasileiro agradeceu a ajuda do Exército de Israel no resgate às vítimas da tragédia em Brumadinho. “Esse gesto jamais será esquecido”, asseverou.

Embora houvesse muita expectativa que o Brasil anuncie a mudança de sua embaixada para Jerusalém, uma promessa de campanha de Bolsonaro, o assunto não deve ser tratado nesses dias.

Fonte: Gospel Prime

Em ruptura com tradição brasileira e ONU, Bolsonaro irá a Muro das Lamentações com Netanyahu

JERUSALÉM — O Itamaraty confirmou neste sábado que o presidente Jair Bolsonaro irá visitar na segunda-feira o Muro das Lamentações, em Jerusalém, junto com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Diplomatas brasileiros destacaram que será a primeira visita de um chefe de Estado estrangeiro ao local mais sagrado do judaísmo junto com o premier israelense.

O gesto inédito está sendo orquestrado para ser o ponto alto da visita de quatro dias a Israel que Bolsonaro começa neste domingo, vista pelos dois lados como o “relançamento” das relações bilaterais, que atravessaram turbulências durante os governos do PT. Marca também uma guinada na política externa brasileira em relação ao conflito israelense-palestino em favor de Israel.

O Muro das Lamentações fica no setor leste de Jerusalém, parte do território ocupado por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Tradicionalmente, a diplomacia brasileira seguia a posição da ONU e da maioria dos países, de que o status final de Jerusalém, também reivindicado pelos palestinos como sua capital, deve ser resolvido por meio de negociações. Ao aceitar o convite israelense para acompanhar Netanyahu ao Muro das Lamentações, Bolsonaro indica um rompimento dessa postura em favor de Israel.

Nem Donald Trump, o maior aliado de Netanyahu, fez o mesmo: ao passar por Jerusalém em 2017, já como presidente dos EUA, preferiu ir ao Muro das Lamentações em visita privada, sem a companhia do primeiro-ministro israelense. A visita do presidente brasileiro à cidade velha de Jerusalém também incluirá sua presença na Igreja do Santo Sepulcro , considerado o local de sepultamento de Jesus Cristo.

Netanyahu receberá presidente em aeroporto

Netanyahu decidiu estar no aeroporto de Tel Aviv na manhã de domingo para receber Bolsonaro, o que está sendo visto por diplomatas brasileiros como uma deferência especial ao presidente. Segundo eles, em dez anos no poder, Netanyahu só fez o mesmo em quatro ocasiões: duas em chegadas de presidentes americanos, uma com o Papa Francisco e a outra com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

Para a imprensa israelense, Netanyahu tem interesse em ampliar a importância da visita de Bolsonaro para colocar em evidência as boas relações que mantém com um grande país e rebater as críticas de seus opositores de que levou o país ao isolamento diplomático com sua política linha dura. Isso torna-se especialmente crucial para o primeiro-ministro num momento em que Israel se prepara para ir às urnas na eleição do próximo dia 9, em que o partido de Netanyahu aparece empatado nas pesquisas com a coalizão de centro Azul e Branco, liderada pelo ex-comandante do Exército Benny Gantz.

A importância dada à visita de Bolsonaro também fica clara no fato de que Netanyahu abriu espaço em sua agenda, em meio à reta final da acirrada campanha eleitoral israelense, para estar com o presidente brasileiro em seis eventos durante os quatro dias de visita. Entre eles, uma reunião com o gabinete israelense, um jantar na residência oficial e a participação num encontro empresarial Brasil-Israel. Serão assinados pelo menos cinco acordos de cooperação, o mais importante deles na área de tecnologias militares avançadas.

De acordo com o site de notícias israelenses Ynet, porém, a promessa de campanha de Bolsonaro de transferir a embaixada do Brasil de Tel Aviv para Israel, seguindo o exemplo dos EUA, não deverá ser cumprida, devido ao receio de que isso prejudique as exportações brasileiras para países árabes. A tendência, aposta o site, é que Bolsonaro anuncie não a mudança da embaixada, mas a abertura de um escritório de representação comercial brasileiro em Jerusalém, a exemplo do que fez a Hungria recentemente.

Fonte: O Globo

Cristã perseguida da Coreia do Norte vem ao Brasil contar seu testemunho

Desde o dia 21 de março a cristã Hea-Woo, 74 anos, tem passado por igrejas de diversas partes no Brasil para contar sobre a perseguição que sofreu na Coreia do Norte e na China.

Ela ficará no país até dia 8 de abril, relatando sua história de vida, fé e coragem. Mostrando aos cristãos brasileiros como é viver em um país onde ser cristão é motivo de perseguição, tortura e morte.

A história de Hea-Woo começa com sua mãe a levou consigo para fugir da guerra da Coreia do Norte, em 1950, elas caminharam por dois meses rumo à fronteira com a China. Durante esta longa caminhada, Hea viu que sua mãe usava uma cruz em sua corrente pendurada no pescoço. Ao questionar o que era, a pequena ouviu como resposta que nunca comentasse com ninguém sobre aquele pingente.

Hea-Woo e sua irmã viveram na China com sua avó por sete anos, até que houve uma ordem para que todas as crianças norte-coreanas voltassem para suas casas. Foi então que ela pode ter contato com sua mãe que era cristã e cuidava de viúvas e pobres.

“Ela morreu em 1990 e eu me tornei cristã sete anos mais tarde”, conta Hea-Woo, criada como uma comunista que aprendeu que missionários cristãos estavam tentando se infiltrar no país para converter as pessoas. Como os cristãos eram incapazes de fazer “atos revolucionários”, eram inimigos.

“Eu ouvia histórias de que cristãos iam aos hospitais, levavam as pessoas ao porão, as matavam e tiravam seu sangue para vender. Pensar nisso era horripilante para mim”, conta a cristã.

Hea-Woo cresceu pensando que o líder do regime, Kim Il-sung, era um deus e, como tal, não comia nem dormia. A mãe dela, que trabalhava em um hospital como parteira, tentava lhe contar a verdade, dizendo que ele era humano, mas isso não fazia sentido para a jovem Hea-Woo.

Ela voltou a morar na China e mais tarde foi levada diretamente para o campo de concentração da Coreia do Norte por professar o Evangelho, juntamente com o seu marido. Seis meses após deixar a prisão, seu esposo faleceu e ela foi condenada a fazer trabalhos forçados. Seis anos depois ela conseguiu fugir dos campos e hoje vive refugiada em outro país.

Fonte: Gospel Prime

Diante das decepções e frustrações

Israel Belo

“Eu nunca vi algo selvagem ter pena de si mesmo. Um passarinho cairá morto de um galho sem jamais ter sentido pena de si mesmo” (D.H. Lawrence).

Pode ser que acumulemos decepções e frustrações. Quando essas coisas nos acontecem, podemos tomar o caminho da autocomiseração, passando a achar que somos vítimas de um mundo cruel e pesado. Cheios desse sentimento, podemos desistir de tentar fazer o que é certo e bom, como se nada valesse a pena.

Aconteceu com José, filho de Jacó e Raquel. Em casa, seus irmãos não gostavam dele, mas ele nunca notou. Só descobriu quando eles o venderam para traficantes de seres humanos (que maldade!). Feito escravo numa família de ricos, a patroa tentou seduzi-lo e ele teve que fugir. Acabou preso (que injustiça!). Na cadeia, ajudou colegas a ficarem livres, mas eles não se lembraram dele (que decepção!).

Só muito tempo depois sua história mudou, quando alguém se lembrou dele e lhe criou uma oportunidade de mostrar toda a sua sabedoria. Acabou livre e promovido a um elevado cargo. Nesta condição, seus irmãos reapareceram. Ele teve outra vez a chance de ser vítima, agora do ódio e da vingança, mas ele não tomou decisões erradas. Antes, perdoou seus irmãos.

José realizou muitas outras coisas por não se ver como vítima, mas como uma pessoa amada por Deus. Para ele, Deus era capaz de mudar todas as coisas, ao ponto de transformar coisas ruins em excelentes, como acabou acontecendo.

“Os patriarcas, invejosos de José, venderam-no para ser levado para o Egito. Mas Deus estava com ele e o livrou de todas as suas aflições” (Atos 7:9-10ª).

Fonte: Pleno.News

Caverna de sal é encontrada em Sodoma, onde mulher de Ló virou uma estátua

A maior caverna de sal do mundo foi descoberta próximo ao local onde, segundo a Bíblia, a esposa de Ló foi transformada em uma coluna de sal, disseram pesquisadores israelenses nesta quinta-feira (28).

A caverna batizada como Malham se estende por 10 km, passando pelo Monte Sodoma, a maior montanha de Israel, e se espalhando para o Mar Morto. As estalactites salgadas, que são formações rochosas sedimentares, se originam no teto da caverna e algumas das paredes brilham com cristais de sal.

Malham foi descoberta através do trabalho de Amos Frumkin, fundador do Centro de Pesquisa de Cavernas da Universidade Hebraica, que mapeou cerca de 5 km da caverna na década de 1980.

Dois anos atrás, o espeleólogo israelense Yoav Negev decidiu completar o trabalho de Frumkin. Ele uniu forças com o pesquisador Boaz Landford para organizar uma delegação de oito espeleólogos de nove países para concluir o mapeamento da caverna.

Malham superou o recorde de 13 anos da Caverna dos Três Nus, uma caverna de 6.850 metros no sul do Irã. Com o escoamento da chuva que dissolve suas superfícies, Malham se pode se alongar ainda mais com o tempo.

O Monte Sodoma é composto quase inteiramente de um imenso bloco de sal, coberto por uma camada fina de rocha. As raras chuvas do deserto se infiltraram nas rachaduras da rocha e dissolveram o sal, formando pequenas cavernas que descem em direção ao Mar Morto.

Grande parte do interior da caverna é coberta por uma fina camada de poeira que sopra do deserto. Uma placa fina que parece ter sido cortada é apelidada de “A Guilhotina”, enquanto placas gêmeas receberam o título “Os Dez Mandamentos”.

Para Negev, Malham entra em uma categoria única. “Não há nada como isso em Israel”, disse ele, alegando que nenhuma outra caverna chegou perto da marca de 10 km. Ele considera a rede de cavernas como a “mais impressionante e complexa” em Israel.

Fonte: Guiame