Males presentes e tristes recordações

Pastor Milton Santana

Lembra-te, SENHOR, do que nos tem sucedido; considera, e olha o nosso opróbrio.

A nossa herança passou a estrangeiros, e as nossas casas a forasteiros.

Órfãos somos sem pai, nossas mães são como viúvas.

A nossa água por dinheiro a bebemos, por preço vem a nossa lenha.

Os nossos perseguidores estão sobre os nossos pescoços; estamos cansados, e não temos descanso.

Aos egípcios e aos assírios estendemos as mãos, para nos fartarem de pão.

Nossos pais pecaram, e já não existem; e nós levamos as suas maldades.

Servos dominam sobre nós; ninguém há que nos livre da sua mão.

Com perigo de nossas vidas trazemos o nosso pão, por causa da espada do deserto.

Nossa pele se queimou como um forno, por causa do ardor da fome. (Lamentações 5:1-10)

O profeta  Jeremias, escrevendo o seu Livro de Lamentações, cerca de 586 anos antes de Cristo, suplicava em profundo lamento na presença de Deus, a desobediência de um povo que fora por ele advertido que não se afastassem da presença de Deus Todo Poderoso e que somente a ele ouvissem. No entanto, aquele povo, deixou de ouvir o profeta do Deus vivo, e andaram sobre o curso de seus próprios caminhos, desprezando  desta forma as palavras do Deus Altíssimo. Contudo, agora em situação lamentável como se descreve acima: os males sucedentes , a perda da herdade para estranhos e até mesmo as suas próprias casas foram tomadas e habitadas por estranhos, ficaram órfãos, perdendo seus pais e automaticamente com suas mães desamparadas, a própria água que bebiam custava, agora, o seu dinheiro, e a sua lenha para cozer e aquecer também custava alto preço. E se tudo isto não bastasse, ainda havia os seus perseguidores que não lhes davam paz e, com isto, eram vidas cansadas e desesperadas, sem encontro de descanço.

Os amuletos e a Fé Cristã

Reverendo Milton Santana

Do Dicionário Aurélio:  AMULETO  é  “pequeno objeto (figura, medalha, figa, etc.) que, desde a mais alta antiguidade,  alguém traz consigo  ou guarda  por acreditar  em seu poder mágico passivo de afastar desgraças ou malefícios”;   FETICHE é  “objeto animado ou inanimado, feito pelo homem ou produzido pela natureza,  ao qual se atribui poder sobrenatural e se presta  culto”; SUPERSTIÇÃO é “sentimento religioso baseado  no temor ou na ignorância, e que induz ao conhecimento de falsos  deveres, ao receio de coisas fantásticas e à confiança em coisas ineficazes”. A  Enciclopédia Britânica diz que  AMULETO é    ”designação genérica de diferentes objetos aos quais se atribui a virtude mágica de guardar ou proteger quem o porta. Usados  tradicionalmente para afastar o azar e trazer sorte”. SUPERSTIÇÃO – “É uma atitude de espírito, crença ou prática  mágico- religiosa para as quais não há explicação lógica e que se baseiam na convicção de que certos atos, palavras, números  ou objetos trazem males, benefícios, azar ou sorte. As superstições, de modo geral, podem ser classificadas como religiosas,  culturais e pessoais”.
Dentre os diversos tipos de amuletos (olho de boto ou do peixe-boi; a ferradura, a meia-lua, a estrela-de-davi) a figa é o que  alcançou maior popularidade. Usada para combater a esterilidade e o mau-olhado, é representada por uma mão humana  fechada com o polegar entre os dedos indicador e médio.  Enfim, amuleto é uma figura, medalha ou qualquer objeto portátil,  qualquer coisa a que supersticiosamente se atribui virtude sobrenatural para livrar seu portador de males materiais e  espirituais, e para propiciar benefícios nessas áreas.
Ao aceitarmos o senhorio de Jesus, recebemos o Espírito Santo (1Cor. 6:19 – Efésios 1:13); nossos pecados são perdoados  (Atos 10:43 – Rm 4:6-8);  somos  recebidos como filhos de Deus (JO. 1:12); se somos filhos, logo somos também herdeiros de  Deus e co-herdeiros de Cristo (Rm. 8:17);  passamos da morte espiritual para a vida espiritual (1 Jo 3:14);   somos novas  criaturas (2 Co 5:17);  o diabo se afasta e não nos toca (Tg 4:7; 1 Jo 5:18);  não estamos mais sujeitos às maldições (Jo 8:32,  36);   podemos usar o nome de Jesus para curar enfermos e expulsar demônios (Mc 16:17-18); a salvação nos leva a um  relacionamento pessoal com nosso Pai e com Jesus como Senhor e Salvador (Mt 6:9; Jo 14:18-23);  estamos livres da ira  vindoura (Rm 5:9; 1 Ts 1:10; 4:16-17; Ap 3:10),  além de  outras bênçãos.
Em razão disso,  somente o retorno voluntário ao pecado poderá alterar a nossa situação diante de Deus (Jo 15:6).  O uso de  qualquer objeto, seja no corpo, seja em nossa casa, não melhora em nada a nossa condição de filho, de herdeiro, de abençoado,  de isento das investidas do diabo.  Objetos não  expulsam demônios, não quebram maldições, não substituem o poderoso nome  de Jesus.
O nome de Jesus não pode ser substituído por um objeto ou um produto industrializado. O uso de amuletos evidencia não uma  atitude de fé, mas de falta de fé.   Deus não opera por esse meio, sejam cordões, pulseiras, pirâmides, cristais, velas ou  qualquer outro produto. A Bíblia não apóia   tal prática.    A  atitude de fé é o esperarmos no Senhor e  Nele confiarmos.    Alegremo-nos  no Senhor e Ele nos concederá os desejos do nosso coração  (Salmos 23:1; 37:4-7).
A nossa confiança deve ser depositada no Senhor. “Bem-aventurado o homem que Poe no Senhor a sua confiança” (Sl 40:4).     Se dividirmos a nossa fé entre Deus e os amuletos estaremos coxeando entre dois pensamentos. Não é esta uma  manifestação  de fé, mas  de incredulidade, de dúvida nas promessas de Deus. E a dúvida é inimiga da fé (Mt 21:21). “Abraão   não duvidou da promessa de Deus, deixando-se levar pela incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus,  estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para cumprir”  (Rm 4:20-21).  Abraão creu na  promessa  de que seria pai de muitas nações. Aguardou confiantemente. Não apelou para objetos, amuletos, cordão, pulseiras,  vassoura atrás da porta.
Os amuletos, longe de serem veículos de bênçãos, podem trazer maldições, porque a fé não está centralizada  exclusivamente  em  Deus.  Podemos ler Isaías 31:1 assim:  “Ai dos que confiam no poder místico dos amuletos, mas não atentam para o Santo  de Israel, nem buscam ao Senhor”. O uso de amuletos pelo povo de Deus equivale a tomar o caminho de volta para o Egito.   As nossas superstições foram deixadas no esquecimento. Não precisamos limpar nossos olhos  com óleo ungido para não  vermos as coisas do mundo. Pela ação do Espírito em nossas vidas, já morremos para essas coisas, para o sistema mundano,  para o pecado. O Espírito que em nós opera não nos permite colocar coisas impuras diante de nossos olhos (Salmos 101:3).
Os objetos, ou qualquer tipo de material seja sólido ou líquido, do reino mineral ou do reino vegetal, não servem para  aumentar a fé dos cristãos. O que transmite fé, o que proporciona  fé, o que dá origem  à fé, é a palavra de Deus  (Rm 10:17).     Jesus não distribuiu qualquer tipo de objeto  para melhorar a fé de seus ouvintes. Nos primeiros passos da Igreja, vemos  Pedro e demais apóstolos anunciando insistentemente o Cristo vivo, e falando com paciência dos mistérios de Deus e das  palavras de Jesus. E todos se enchiam de alegria, e milhares aceitavam o Evangelho. “Disse-lhes Pedro: arrependei-vos, e  cada um seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados. E os que com grado receberam a sua palavra foram  batizados, e naquele dia agregaram-se quase três mil almas” (Atos 2:38-41).
O uso de  amuletos é incompatível com a vida cristã e    não proporciona prosperidade material ou espiritual a ninguém.    Quem deseja viver uma vida de paz e de abundância deve buscar  “primeiro o reino de Deus e a Sua justiça, e todas estas  coisas vos serão acrescentadas” (Sl 37:25; Mt 6:33; Mc 10:29-30; Lc 12:31; Jo 10:10).  Para viver a sua fé o cristão não  precisa de figas, de cordão de ouro, varinha mágica, porque as maldições não prevalecem contra  nossas vidas. “Como o  pássaro no seu vaguear, como a andorinha no seu vôo, assim a maldição sem causa não encontra repouso” (Pv 26:2). A  maldição nos alcança se não estivermos sob a proteção de Deus, se não confiarmos Nele, se estivermos em pecado.
A fé cristã rejeita o uso de qualquer objeto com o propósito de obter favores espirituais ou evitar a influência demoníaca.   Do  Egito já viemos.  Das superstições já nos libertamos. Do jugo do opressor já estamos livres.  Da Babilônia espiritual já  saímos.  Cristo quebrou na cruz todas as  amarras,  grilhões,  embaraços; quebrou  os fortes laços que nos prendiam ao mundo  das trevas  (Gl 3:13). Um irmão escreveu num fórum de debate:  “Deus nos fez livres, livres de contatos físicos para O sentir,  livres de pontos de apoio, para crer, livres de toda e qualquer espécie de superstição e amuletos, livres para crer num Deus  que tudo supre, tudo faz, tudo opera naqueles que o amam”.
Quando estávamos na ignorância espiritual, fazíamos uso de incensos e defumadores para afastar os maus espíritos. A Bíblia  nos dá a receita: “Submetei-vos, pois a Deus. Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4:7).
Cristo nos libertou para que sejamos de fato livres. “Estai, pois, firmes e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da  escravidão” (Gl 5:1).
A superstição é de origem pagã e mística que na obscuridade espiritual foi introduzida na fé cristã degenerada como forma de  atrair e ludibriar a fé das pessoas dos favores divinos de forma fácil pelos líderes religiosos que levaram à incredulidade e  rejeição do nome de Cristo como prescreve o evangelho e a fé que uma vez foi dada aos santos, ou seja, aos remidos pelo  poder do sangue de Cristo vertido na cruz do calvário. As práticas sempre leva a uma busca de vantagens financeiras para o  grupo religioso que a introduz. A história nos revela que se introduziu na fé cristã degenerada pelo catolicismo romano na  idade média com a venda das indulgências, a qual, pelo poder aquisitivo dos mais ricos podiam confortavelmente garantir via  igreja um lugar no céu, a introdução ao culto à Maria mãe de Jesus, a cultuação aos mortos que deu origem à doutrina espírita  que é uma AUTO NEGAÇÃO da obra realizada por Cristo no calvário para a remissão do pecador. E outras práticas  veemente repelidas pelo evangelho de Cristo e pela Palavra de Deus tanto no Velho quanto no Novo Testamento. Muitos dos  seguimentos hoje ditos evangélicos herdaram tais práticas por invenções de homens que nunca tiveram compromissos com o  evangelho de Cristo e com as almas que são preciosas diante do Senhor Deus Criador dos céus e da terra e que nos amou de  tal maneira que nos deu seu filho único, Jesus Cristo, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna  (Evang.João 3:16).  Embora haja pelas palavras, a rejeição das práticas ocultistas e idolatras na aceitação todos são incluídos  nas mesmas condições, mesmo tendo uma Bíblia nas mãos e declarando nela crer, pois, Deus não é Deus de confusão.   Cuidado: Você poderá estar sendo uma vítima da decadência espiritual, e sem esperança de salvação da sua alma, que tão  somente, o nome do Senhor Jesus Cristo pode te perdoar, salvar, curar e libertar de todos os males.

Confusão Religiosa!

Reverendo Milton Santana

E disse-lhes Jesus: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem,  porém, não crer será condenado. Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em MEU NOME expelirão demônios;  falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma cousa mortífera beberem, não lhes fará dano algum; e porão as  mãos sobre os enfermos, e os curarão (Evang. Marc. Cap. 16 vs. 15-18).

Porque que as religiões ditas cristãs insistem na distorção do evangelho e exploram dentro da SUPERSTIÇÃO religiosa as  vidas que anseiam por uma realização de Deus, no entanto, são ludibriadas na sua boa intenção, pois, na verdade são  distanciadas do verdadeiro Deus pelas práticas contrárias à PALAVRA DE DEUS. No dicionário, encontramos a seguinte  descrição da palavra SUPERSTIÇÃO: Sentimento que se funda no medo ou na ignorância e que leva ao conhecimento de  falsos deveres, ao receio de ações sobrenaturais e à confiança em COISAS INEFICAZES; crendice; fanatismo; preconceito;  mandinga; simpatia.
Como podemos observar… O próprio dicionário já nos esclarece a gravidade religiosa que vivemos nos dias de hoje, levando  almas preciosas à corrupção ESPIRITUAL pela violação da PALAVRA DE DEUS. Já na Igreja primitiva, o espírito do  engano já atuava de forma maligna e destruidora e por este motivo, na carta aos crentes que estavam em Roma, o apóstolo  Paulo escreve dizendo: Porquanto, tendo conhecimento de Deus não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes  se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram  se loucos, e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves,  quadrúpedes e répteis (romanos cap. 1 vs. 21 – 23).
A ordem dada pelo Senhor Jesus aos seus discípulos e consequentemente para a sua Igreja em todo o tempo que  permanecer neste mundo foi para EVANGELIZAR e que pelo SEU NOME realizariam sinais e maravilhas para a libertação  das vidas que iriam crer pela pregação do EVANGELHO. O que vemos hoje? – tudo ao contrário da ordem dada pelo  MESTRE JESUS… Misticismo e idolatria religiosa através de objetos e crendices religiosas que nada tem a ver com o  evangelho de Cristo e a real libertação através de um encontro pessoal com o Senhor Jesus Cristo.

Uma só Morte – Um encontro inevitável!

Reverendo Milton Santana

E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim também  Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem  pecado, aos que o aguardam para a salvação (Hebreus cap. 9 vs. 27 e 28).

Todo o homem tem o direito de questionar ou duvidar de temas religiosos, assim como de qualquer  outro assunto. Entretanto, o homem não pode contestar um fato: um dia ele morrerá. Seria tolice  questionar isto. Muitas pessoas se recusam a aceitar esta realidade, contudo, a morte é o resultado do  pecado conforme reza as Escrituras Sagradas e o Apóstolo Paulo na carta aos crentes que estavam em  Roma escreve: Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim  também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram (romanos 5:12). Com a morte,  Deus desce a cortina final sobre a vida na terra. As conseqüências eternas da vida terrena são então  irrefutavelmente firmadas. Quem morrer em seus pecados seguramente encontrará o juízo referido no texto  desta coluna. Tão certo como a morte virá como resultado do salário do pecado, também o juízo de Deus  sobrevirá após a morte.
Isto não nos deveria fazer refletir em como escapar deste temido juízo?- Por intermédio de Jesus Cristo,  Deus nos da à oportunidade única e verdadeira para a reconciliação com ele conforme escreve Paulo aos  coríntios dizendo: De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse.  Rogamos-vos, pois, da parte de Cristo que vos reconcilieis com Deus (II cor. 5:20). Ele enviou seu único  filho a este mundo para fazer propiciação dos nossos pecados. Aquele que se dobrar diante de Deus em  arrependimento e confessar a sua culpa, aceitando pessoalmente pela fé a obra de redenção no Calvário,  recebe a remissão do toda a culpa e é proclamado livre de juízo. Ao declarar-se Filho de Deus e igual ao Pai  Jesus disse: Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou  tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida (João cap. 5 v. 24).
O evangelista João descreve a identidade de Jesus como o filho de Deus e define o ponto de partida do  pecador para a reconciliação declarando: Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem  feitos filhos de Deus: a saber, aos que crêem no seu nome (João cap. 1 v. 12).
O fundamento da fé cristã está no fato incontestável, da ressurreição de Cristo, dentre os mortos.

Quando a Igreja se afasta da Palavra

Reverendo Milton Santana.     

No Sermão do Monte o Senhor Jesus faz um alerta aos Falsos Profetas que fazem uso do seu nome e distorcem a sua  Palavra em benefícios própria e para enganar. Trazendo desta forma erros e práticas gravíssimas no contexto Bíblico. Fato  que já ocorria na Igreja primitiva e os apóstolos combateram veementes estas práticas. Em Mateus cap. 7 vs. 22 e 23 o  Senhor Jesus apresenta o resultado de tais práticas. Em II João vs. 7 ao 11 o apóstolo faz a exortação aos cristãos a respeito.
Em nossos dias, temos fatos concretos da resultante de tais práticas: Igreja morna, sem vida e sem esperança nas promessas  bíblicas.
Sem dúvida, o judeu tem papel importante a desempenhar nos cumprimentos das profecias e vemos em nossos dias um  levante contra os mesmos em todo o mundo, inclusive pelos próprios cristãos que já perderam a visão das profecias. Vejamos  então como se procede a RAMIFICAÇÃO DA DOUTRINA ENGANOSA.
Em 1917, uma Inglaterra espiritualmente mais forte levou o mundo, com sua Declaração Balfour, à iniciativa de criar uma  pátria para o povo judeu. Hoje em dia, a mesma Inglaterra está falida espiritualmente e poucos crentes em Cristo ingleses  defendem publicamente a existência de uma pátria judaica. Ao estudar-se tal declínio espiritual, pode-se compreender a  maneira pela qual essa nova forma de anti-semitismo penetrou sorrateiramente na sociedade cristã da Inglaterra.
Numa pesquisa recente, 14.000 ingleses responderam a seguinte pergunta: Como tal catástrofe espiritual aconteceu desde o  fim da Segunda Guerra Mundial? – Centenas de páginas com respostas a essa indagação revelaram quatro causas básicas: 1ª  – Uma diminuição do número de pastores cuidadosos e crentes; 2ª – Uma carência de ensino bíblico bem fundamentado; 3ª-  Uma deficiência em desafiar as pessoas à santidade; e 4ª – Uma omissão em defender a fé.
A escassez de ensino bíblico bem fundamentado, a segunda causa mais importante, afeta diretamente o anti-semitismo. Na  busca de confirmar tal conclusão eu (Robert Congdon) visitei recentemente uma variedade de igrejas inglesas para ouvir o que  elas têm ensinado. Encontrei mensagens mornas, vazias, carentes de embasamento, conteúdo ou compreensão espirituais.    Também não havia nenhum senso de missão ou propósito, nem qualquer explicação do Evangelho. Como isso pôde  acontecer?
No momento que sucedeu a Primeira Guerra Mundial, a maioria dos europeus estava otimista quanto ao futuro, pois cria que,  a partir de uma “Guerra para dar fim a todas as Guerras “, um mundo utópico surgiria. Os cristãos contemplavam a chegada  de um reino espiritual a terra, por intermédio do progresso social. A segunda Guerra Mundial não somente destruiu este  sonho, como também prenunciou um cinismo espiritual que acabou chegando aos púlpitos. Muitos pastores começaram a  promover a perspectiva amilenista da história, que se encaixava com o estado de espírito pessimista da Europa pós-guerra e  com o vertiginoso declínio dos interesses espirituais do povo. Em termos teológicos, o Amilenismo não prevê nenhum reino  futuro de Jesus Cristo nesta terra, pelo contrário, propõe que o clímax final da história acontecerá quando Cristo congregar  todos os crentes no céu e der a sentença final para todos os descrentes.
Tal crença rejeita o futuro predito por Deus para a nação de Israel e para o povo judeu. Também não reconhece o ensino  bíblico do arrebatam entoa e da volta de
Cristo a esta terra para estabelecer um reino literal de mil anos, durante os quais governará a partir do trono de Davi em  Israel (I Cr. 17:11-14; Ap. 20:4 ). A perspectiva pré-milenista da história (a qual cremos – NR ) requer obrigatoriamente uma  existência literal tanto da nação de Israel quanto do povo judeu.

O aborto é errado?

Reverendo Milton Santana

OS TEUS OLHOS VIRAM O MEU CORPO AINDA INFORME, E NO TEU LIVRO TODAS ESTAS COISAS FORAM  ESCRITAS, AS QUAIS IAM SENDO DIA A DIA FORMADAS, QUANDO NEM AINDA UMA DELAS HAVIA  (Salmo139vers16).

Corpo informe: aqui a aplicação é para um feto de vida humana.
O aborto é definitivamente errado. No versículo 13 diz: Pois, possuíste o meu interior; entreteceste-me (teceu) no ventre de  minha mãe. Abortar é tirar a vida de um ser humano, pois a Bíblia mostra que a vida começa na concepção. Deus nos forma  quando estamos ainda no ventre de nossa mãe. O profeta Jeremias e o apóstolo Paulo foram chamados por Deus antes de eles  terem nascido (Jr. 1:5; Gl. 1:15). João Batista pulou no ventre de sua mãe quando a voz de Maria, a mãe de Jesus, foi ouvida  (Lc. 1:44). Obviamente, as crianças já no ventre têm uma identidade espiritual. Desde o momento da concepção, há um  progresso de desenvolvimento que continua até chegarmos à idade adulta. Deus condenou os israelitas que estavam  oferecendo seus filhos ao deus pagão Moloque. Tais crianças eram queimadas nas chamas de sacrifício (Lv. 20:2), oferecidos  a um deus de sensualidade e conveniência. O mesmo está ocorrendo hoje e, agindo dessa maneira, nós estamos dizendo que os  seres humanos não têm nenhum valor. Essa é uma marca terrível de nossa sociedade.
A Bíblia não é mais específica na questão do aborto, porque tal prática teria sido algo impensável ao povo de Deus. Por  exemplo, quando Israel estava no Egito, um cruel Faraó forçou os israelitas a matarem seus bebês recém-nascidos. Na Bíblia  isso era visto como o tipo mais cruel de opressão (Êx. 1:15-22). A idéia de matar seus próprios filhos teria sido um anátema  aos hebreus. Por todo o Antigo Testamento, as mulheres ansiavam por ter filhos. Os filhos eram considerados um dom de  Deus. As mulheres oravam para não serem estéreis. Como poderia uma mulher justa se voltar contra seus próprios filhos para  destruí-los? O aborto não é somente impensável, como também é a pior das barbaridades pagãs.
Em primeiro lugar, os filhos são considerados por Deus como uma benção que deve ser recebida no lar de um casal (Sl.  127:3), Deus está bastante envolvido na formação da vida no ventre (Sl. 139:13 a 16) e planeja esta vida antes de a criança  nascer (Jr. 1:5).
Nenhum método de controle de natalidade que provoque a morte de uma vida inocente é ético. O Salmista afirma que Deus  conhece o indivíduo desde o estágio pré-embrionário até a morte. Como a Palavra de Deus é inspirada pelo Espírito Santo de  Deus e é a verdade, temos que nos curvar diante dela, aceitando-a como as maravilhas de Deus para o homem que crê.
Embora a concepção humana busque meios e justificativas para a prática do aborto, segundo o Deus criador é a destruição  de uma vida ainda indefesa. Conseqüentemente um ato covarde e de conseqüências funestas para quem o pratica.
Mesmo em um caso de uma violência sexual, o caminho mais correto seria o tratamento e acompanhamento da mãe, ao  invés da destruição de uma vida.
A criança quando está sendo gerada e é cercada de carinho, certamente, será uma criança tranqüila e alegre. Quando  indesejada, terá desvios de comportamentos e em alguns casos, espíritos de violência. Muitas mães que freqüentam o  ocultismo consagram os filhos aos espíritos e as entidades que professam e o resultado é uma vida destruída e dominadas por  aqueles espíritos destruidores.
Por mais convincente que seja os argumentos humanos, jamais poderão superar a palavra de Deus, pois, a partir do  momento que o homem entra no mundo, passa a estar sujeito nas mais diversas complexidades do próprio mundo. Somente se  torna um vencedor (a) aqueles que se volta para o Deus criador (na pessoa bendita e gloriosa do Senhor Jesus Cristo) e a sua  Palavra.

Doação ou violação de órgãos? O OUTRO LADO DA MOEDA!

OBSERVAÇÃO: ESTA MATÉRIA FOI PUBLICADA EM AGOSTO DE 1997.

Reverendo Milton Santana

No período de 13 a 19 de julho de 1997 o Jornal Ponto Final de n° 18 traz a matéria: “Transplante é assunto polêmico”, trazendo a opinião médica – que diverge a opinião religiosa, que como não deveria de ser, também é divergente, pois, as teologias, ou seja, estudo ou conceito de Deus é divergente, contudo, temos uma fonte única e real que é a PALAVRA DE DEUS, a Bíblia, que instrui e difere todas as dúvidas, inclusive, é a boa ciência, quem  confirma a sua veracidade.

À primeira vista, a doação de um órgão para uma pessoa necessitada é um gesto humanitário de amor, contudo, não podemos atender somente a este lado, ou seja, precisamos olhar o outro lado da moeda.

A medicina – arte e ciência de curar ou atender as doenças; diverge no ponto que fundamenta a própria Palavra de Deus e a própria lei que regulamenta a doação de órgãos, a de n° 9.434 de 4 de fevereiro de 1997 – que conforme a lei, criada em 1991 pelo Conselho Federal de medicina, a qual, declara e reconhece a morte encefálica, como a extinção do indivíduo, ou melhor, o considera morto através do conceito de cérebro parado, conceito, como já citamos, é divergente, a ponto de se propor aos próprios estudantes de medicina e de enfermagem, a educá-los neste conceito, para que seja sanada esta grande divergência da classe médica com a palavra de Deus.

Aqueles que participam desta prática, sentem-se incomodados e acusados, visto que, no seu íntimo, existe um debate com a própria consciência da legalidade do ato praticado.

A Palavra de Deus contesta o conceito da medicina e a própria lei recém-decretada pelo excelentíssimo Sr. Presidente da República. Dr. Fernando Henrique Cardoso, que sempre se declarou ateu. Difícil talvez até de aceitar, quando no livro de Provérbios capítulo 4, versículo 23 diz: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procede as fontes da vida”. Fico com a Palavra de Deus, pois, aproximadamente 93 passagens bíblicas fazem referência à importância do coração,  o próprio Cristo, num conforto aos seus discípulos, como registra o Evangelho de João capítulo 14, versículo1, declara: “não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim”.

A condicional para o transplante é que o coração esteja batendo para a retirada dos órgãos sólidos como: coração, rins e fígado. Assim, é a confirmação que a Palavra de Deus é a verdade.

Ademais, sabemos que muitas pessoas declaradas clinicamente mortas, foram posteriormente encontradas em posição diferente da que foi sepultada, pois, a morte continua sendo um mistério, assim sendo, a medicina e a própria lei que se explique. Além de tudo, alerta de primeira página, que enfatiza o referido jornal, a declaração do médico, nefrologista, entrevistado, Álvaro Ianhez, que quem não quiser ser doador, terá até o final do ano para se manifestar através de delegacia de polícia, para registro em seu documento que não será doador.

Outra violação sem precedentes! Como dizia o ex-presidente Getúlio Vargas: – A Lei? Ora, a Lei!

Contudo, parece que se esquecem que estamos em um regime democrático, e a referida lei viola a Constituição no que tange à liberdade de expressão e direitos humanos. É o momento da Ordem dos Advogados do Brasil se manifestar em defesa dos direitos constitucionais  e do cidadão.

Parece que o desejo político se enfatiza em deturpação dos direitos já adquiridos, sendo lamentável em todos os aspectos.
Entendo, que a doação de órgãos, é e deve ser condicionada a cada indivíduo, livremente, sem coação e compete ao governo e a classe médica interessada, realizar trabalho no sentido de esclarecer e respeitar a opinião de cada indivíduo.

A Lei n° 9.434 é falha, pois, o governo não garante aos menos favorecidos, economicamente, que também tenha garantidos o direito a um transplante de órgãos sem nenhum ônus.

Os hospitais e os médicos envolvidos em transplante de órgãos, serão sem dúvida os grandes beneficiários, pois, para este tipo de implante precisaríamos ter uma legislação específica em termos de remuneração médica e hospitalar, incluindo também os menos favorecidos.

Da forma brusca e violenta, se quer legalizar a doação de órgãos, é um caminho perigoso para, até mesmo, devido ao excesso de Orgãos, partirmos para a comercialização e exportação dos mesmos. Neste Brasil, sem Deus, sem Cristo, tudo é possível acontecer. O povo brasileiro é amoroso e prestativo, prova disso é que, em qualquer parte do mundo, onde houver um brasileiro, é bem aceito e alvo de atenção, pois, é notoriamente carismático.

A questão de órgãos, é apenas uma das muitas necessidades do povo brasileiro.

Quantos estão adoecendo e morrendo de fome, por falta de uma política de libertação dos ricos, de terras ociosas e retirar dos grandes centros urbanos aqueles que poderiam trabalhar a terra em parceria com o governo que lhes proporcionaria máquinas para o trabalho em tipo cooperativas e garantindo o financiamento e um preço mínimo para os produtos da terra.

O trabalho enobrece e enriquece o homem, resolvendo desta forma, muitos problemas sociais, tais como: prostituição infantil, violência de menores, menores infratores, lares desfeitos na desestabilização da família, esvaziamento das prisões, a redução da criminalidade, redução do analfabetismo, enfim: uma lista infinita de benefícios. Você sabia que 75% das terras cultiváveis brasileiras nunca viram uma semente?

É fácil resolver o problema brasileiro! Basta aceitar a Jesus como Senhor e Salvador da vida e teremos uma nação abençoada!

Doação de órgãos, somente respeitando  o livre arbítrio, ou seja, liberdade de cada cidadão. É PRECISO DEBATER A QUESTÃO.

Hoje, passados quase 19 anos da publicação desta matéria, qual a opinião e conclusão do leitor a respeito?

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