Partido Comunista Chinês cria campanha para extinguir igrejas domésticas

O governo comunista da China lançou uma nova campanha em abril para erradicar as igrejas domésticas, de modo que somente as que fazem parte do movimento Three-Self (Três Seres), que são autorizadas pelo Partido Comunista Chinês (PCC), e com fortes restrições, permaneçam.

De acordo com a International Christian Concern (ICC), a nova campanha contra as igrejas cristãs na China é chamada de Return to Zero (Retorno a zero). “O objetivo é desmantelar a escala [de igrejas], dissolver a organização e eliminar o cristianismo” da esfera pública, disse a instituição de defesa cristã.

Igrejas dentro da China são obrigadas a se registrar no governo e se tornar parte do movimento Three-Self. Pastores dentro do movimento precisam submeter seus sermões a oficiais do governo para aprovação. Mesmo em igrejas autorizadas, as crianças são proibidas pelo governo de participar.

As restrições e a censura impostas pelo PCC levaram milhões de cristãos chineses a se unirem a igrejas domésticas ilegais e não registradas.

No plano Return to Zero, as igrejas domésticas devem se unir ao controlado movimento Three-Self ou se separar.

Autorização ou fechamento

Em abril, a Igreja Zaidao, em Pequim, foi visitada por oficiais do governo e solicitada a adesão ao movimento Three-Self, informou o ICC. A congregação faz parte da China Gospel Fellowship, uma rede de igrejas domésticas.

Recentemente, a China fechou a Igreja Shouwang, de 1.000 membros, uma congregação de casas.

“Até agora, as igrejas em todo o país tem sido oprimidas com diferentes táticas pelo governo local, com o objetivo de forçá-las a se juntarem à Three-Self ou parar suas atividades”, disse um estudioso cristão não identificado ao ICC.

“Aqueles que recusarem serão banidos ou terão que fechar suas igrejas. Para as grandes redes de igrejas domésticas, a atitude do governo é atacá-las e destruí-las com firmeza”, explicou a fonte.

Ameaças

O censo publicado pelo regime comunista em 2018 afirma que existem quase 40 milhões de cristãos na China. Dada a natureza discreta das igrejas subterrâneas, alguns especialistas acreditam que o número real de cristãos fica entre 80 milhões e 100 milhões.

Este número é considerado ameaçador ao Estado. Quase supera os 89 milhões de membros do Partido Comunista Chinês. Por isso, um confronto de ideologia está prestes a acontecer – o seu partido é o seu Deus contra um Deus amoroso e justo, o sino-centrismo versus “influência estrangeira má” e o socialismo versus princípios universais.

Além disso, o PCC não pode se dar ao luxo de ver seu regime ameaçado por qualquer massa de pessoas que se sinta incapaz de controlar, mesmo que esta não tenha a intenção de derrubar o partido. Cristãos inevitavelmente se tornam espinhos em seus olhos, diz o ICC.

Desde que o presidente Xi Jinping chegou ao poder em 2013, ele alvejou deliberadamente cristãos da igreja clandestina, oprimindo-os com assédio, ameaças, prisão e tortura, enquanto tentava garantir que as igrejas sancionadas pelo Estado permanecessem fiéis.

Fonte: Guiame

Mãe demorou 30 anos para revelar ao filho que eles eram cristãos

Os pais do norte-coreano Lee Joo-Chan nunca comentaram com ele que eram cristãos. Vivendo no país que mais persegue cristãos no mundo, os cristãos esperam que os filhos estejam adultos para então revelar que eles acreditam em Jesus.

Foi por isso que ele só descobrir a fé de seus pais aos 30 anos. Em entrevista ao Portas Abertas, Lee contou que sua mãe chegou a fugir do país e buscar refúgio na China durante o final da década de 90, quando a Coreia do Norte passou a fechar as igrejas existentes.

Foi na China que ela então revelou sua religião. “Pela primeira vez, minha mãe poderia me contar todas essas coisas que ela mantinha em segredo de mim por mais de 30 anos”, revelou Lee.

“Ela pegou minha mão e me levou para uma igreja vazia. Lá, ela me contou como se tornou cristã em 1935, quando tinha nove anos, que seus pais também eram cristãos e como todos se serviam durante a ocupação japonesa da Coréia. Ela ansiava por aqueles dias”, lembrou.

Naquele momento ele aprendeu sobre Jesus, sobre seu sacrifício na cruz e que ele é o Filho de Deus. “Ela orou por mim, pela Coréia do Norte e pelo povo da Coreia do Norte”, diz Lee. “Ela implorou ao Senhor para salvar seu povo.”

Anos depois a mãe de Lee e seu irmão voltaram para a Coreia do Norte e foram traídos por conhecidos que revelaram as autoridades que eles eram cristãos. Quatro soldados escondidos os mataram violentamente. Lee descobriu que seu pai e outros irmãos também foram presos e assassinados.

Lee foi morar na Coreia do Sul e se tornou um pastor, levando a Palavra de Deus para outras pessoas.

Fonte: Gospel Prime

“É meu dever compartilhar a palavra de Deus”, diz jogador demitido após postar versículo

O contrato do jogador de rúgbi australiano, Israel Folau, foi encerrado pela Rugby Austrália por ele ter publicado um versículo bíblico nas redes sociais que condena a prática da homossexualidade.

O atleta de 30 anos foi demitido em abril, mas pediu uma audiência, que foi ouvida por um júri de três pessoas. O júri o considerou culpado de uma “violação de alto nível” do código de conduta da Rugby Austrália e confirmou a demissão.

Folau, que tinha um contrato até 2022 com a entidade, tem 72 horas para apelar contra a decisão e está considerando suas opções. Ele pode conseguir uma nova audiência com a mesma evidência, mas um novo júri, ou tentar levar o caso à Suprema Corte da Austrália.

O atleta cristão postou uma imagem em sua conta no Instagram que dizia: “Atenção bêbados, homossexuais, adúlteros, mentirosos, fornicadores, ladrões, incrédulos, idólatras. O inferno espera por vocês. Arrependam-se! Só Jesus salva”.

Folau, que fazia parte do Waratahs, disse estar “profundamente entristecido” com a decisão da RA. “Foi um privilégio e uma honra representar a Austrália e meu estado natal, Nova Gales do Sul, jogando o jogo que amo”, disse Folau em nota.

“Como australianos, nascemos com certos direitos, incluindo o direito à liberdade religiosa e o direito à liberdade de expressão. A fé cristã sempre fez parte da minha vida e acredito que é meu dever como cristão compartilhar a palavra de Deus”, acrescentou.

“Reforçar as minhas crenças religiosas não deveria impedir minha capacidade de trabalhar ou jogar pelo meu clube e país”, destacou o jogador.

A audiência de três dias contou com a participação de Raelene Castle, diretor da Rugby Austrália, Michael Cheika, técnico da seleção Wallabies, e Andrew Hore, presidente da União de Rugby de Nova Gales do Sul.

O júri, em seguida, recebeu observações escritas antes de decidir sobre a punição de Folau.

Folau deve jogar na Copa do Mundo deste ano no Japão, mas Cheika disse que é improvável que seja escalado para a seleção australiana novamente. “Esta questão criou uma distração indesejada em um ano importante para o esporte e para a equipe Wallabies”, opinou Castle.

Além da punição, Folau perdeu recentemente contratos de patrocínio com a Land Rover, que retirou um carro que lhe foi entregue, e a marca de roupas esportivas Asics.

A Rugby Austrália é um membro da fundação do Pride in Sport Index, que é um programa australiano criado para incentivar as organizações esportivas a trabalhar na inclusão da comunidade LGBT.

Fonte: Guiame

Cristã conta como preparou sua filha para a perseguição: “A Bíblia nos diz que acontecerá”

Ser encarcerado por sua fé é uma coisa. Mas o que aconteceria com seu filho se você fosse levado embora? Uma mãe cristã no Irã (país de posição 9 na Lista Mundial de perseguição religiosa da Portas Abertas) compartilhou como ela preparou a filha para o dia em que a perseguição chegasse às portas de sua casa.

“Eu sabia que o dia chegaria … o dia em que eles tocariam minha campainha e levariam a mim e meu marido para a prisão. Embora todos ao meu redor achassem que eu era dona de casa, eu estava, de fato, envolvida no ministério de tempo integral. As autoridades foram levadas a descobrir isso”, explicou a mulher.

Ela conta que começou a preparar sua filha para o difícil contexto em que vivem os cristãos no Irã desde bem cedo.

“Começamos a preparar nossa filha Lily* para perseguição quando ela ainda estava na escola primária: ‘Quando eles vierem e levarem papai e mamãe embora, não se preocupe’, dissemos a ela. ‘A Bíblia nos diz que isso acontecerá, que seremos perseguidos por acreditarmos em Jesus. Eles nos levarão para a prisão, nos farão perguntas e baterão em nós. Então nós voltaremos”, disse ela, se lembrando de suas palavras à filha.

O dia chegou

Para alguns pode parecer um tanto paranoica a decisão de falar sobre a perseguição ainda tão cedo com uma criança, mas o dia que aquela mãe descreveu para sua filha enfim chegou. Em uma manhã de inverno, as autoridades foram à casa dessa família. A pequena Lily tinha apenas 12 anos na época e já havia saído para a escola. Os oficiais vasculharam toda a casa e ordenaram que o casal fosse com eles.

“No caminho para a prisão, pensei em Lily e em como ela saberia o que fazer quando minha irmã a pegasse na escola e dissesse a ela o que aconteceu. A nossa Lily oraria por nós. E quando ela estivesse com medo, ela oraria ainda mais”, contou a mulher.

Na prisão, a mulher e seu marido foram separados. Eles podiam ligar para sua filha apenas quatro vezes por semana.

“Eu fui interrogada diariamente; logo eles encontraram meu ponto fraco. Minha garotinha”, contou a mãe. “Eu disse a eles tudo o que queriam saber sobre mim, mas me recusei a dar os nomes dos outros cristãos envolvidos em nosso ministério”.

“Tudo bem”, disseram os oficiais, “enquanto você não nos der os outros nomes, não poderá ligar para sua filha”.

Colocando a filha nas mãos de Deus

Mesmo com a condição imposta pelos oficiais, a cristã se negou a delatar os outros cristãos. Porém a situação a deixava com o coração apertado.

“Eu estava devastada. Eu não conseguia parar de chorar. Eu sabia que fiz a coisa certa, mas como eu poderia viver sem saber como minha filha estava? Como ela poderia ser consolada sem ouvir minha voz? Então, enquanto eu estava orando, de repente senti um vento quente acariciando minhas bochechas”, contou a mulher.

Ela explicou que logo após ouviu a voz de Deus lhe falar claramente: “Aceite”.

“Com cada suspiro que eu dei puxando aquele ar quente para dentro, senti meu corpo sendo preenchido com alegria. Na verdade, eu não conseguia mais me sentar. Eu tive que dançar de alegria e louvar a Deus. Isso durou a noite toda. Durante toda a noite, eu estava dançando para o Senhor, até a manhã seguinte Deus estava me dando a força para colocar minha amada filha em Suas mãos”, contou.

Não muito tempo depois, ela e seu marido foram libertados da prisão e se emocionaram ao reencontrar sua filha.

“Em lágrimas, vi o rosto da minha Lily novamente. Ela me disse que estava orando muito por nós. Passar esses momentos em oração e confiar no Senhor em tudo foi uma experiência completamente nova para ela”, contou a mãe.

Lily explicou que nunca cresceu mais em sua fé do que durante aquele tempo em que seus pais estiveram presos.

A mãe da garota explicou que após aquela experiência, comprovou que tomou a decisão certa ao preparar sua filha para momentos de angústia, mas também destacou a experiência grandiosa de entregar sua filha nas mãos de Deus.

“Eu preparei minha Lily para o que aconteceria quando fôssemos levados embora. E aprendi a colocar minha Lily nas mãos do Senhor e Ele cuidou dela de maneira milagrosa”, afirmou.

*Nome fictício, usado para preservar a segurança da família.

Fonte: Guiame

Turquia proíbe a entrada de pastor e deporta missionários estrangeiros

Desde fevereiro, pelo menos quatro residentes estrangeiros que trabalhavam com projetos cristãos foram expulsos da Turquia. Alguns nem conseguiram retornar ao país ao ter saído para .

Segundo Middle East Concern, no dia 2 de abril, Mike Platt, que vive no país há 21 anos como pastor voluntário da Igreja Internacional Kadikoy, teve sua entrada recusada ao tetnar entrar na Turquia depois de uma curta viagem.

Platt tentou entrar no país novamente no dia 8 de maio, e depois de ser parado novamente no controle de passaporte, eu fui segurado no aeroporto e deportou na manhã que vem.

Nenhuma explicação foi dada para a proibição de sua entrada.

Em fevereiro, outro voluntário da Igreja Internacional Kadikoy também foi impedido de entrar, “apesar das garantias da imigração para ele e seu advogado de que ele seria readmitido no país”, disse a Middle East Concern.

No mesmo mês, David e Pamela Wilson, que serviram na Associação de Informações da Bíblia Sagrada – uma entidade legal que informa e instrui os cidadãos turcos sobre a Bíblia – foram impedidos de entrar e foram detidos no aeroporto antes de serem deportados.

Restrição dos direitos humanos

Grupos de direitos humanos, incluindo as Nações Unidas, dizem que a Turquia restringiu fortemente a liberdade sob o governo do presidente Recep Tayyip Erdogan. Um golpe fracassado em 2015 foi usado para pressionar as minorias sociais, incluindo os cristãos protestantes.

Diversos outros obreiros cristãos foram deportados nos últimos anos.

A Turquia anunciou que a eleição local de março em Istambul seria anulada e reexecutada em junho. O partido governista de Erdogan, o AKP, sofreu uma perda histórica quando os eleitores deram a vitória ao candidato do Partido Republicano do Povo.

Andrew Brunson obrigado por orações

Depois de viver e servir no país por mais de 20 anos, o pastor americano Andrew Brunson foi preso e acusado de colaborar com o terrorismo. Ele foi libertado em outubro de 2018, após dois anos de confinamento, foi permitido retornar aos Estados Unidos.

“Eu gosto de dizer que viajei para uma onda de oração fora da Turquia na hora certa, quando eu queria o que queria realizar através da minha prisão”, disse recentemente Brunson no jantar do Dia Nacional de Oração.

“Toda semana, Norine [a esposa de Andrew Brunson] me dizia que as pessoas ainda estão orando por você e, na verdade, está crescendo”, disse ele. “Saber que você estava orando por mim é realmente o que me fez passar de semana a semana”.

Fonte: Guiame

Polícia fecha igrejas na China, mas cristãos não se intimidam: “Nossa fé cresceu”

Um recente relatório da organização Bitter Winter apontou ações coordenadas da polícia chinesa que levaram ao fechamento de diversas igrejas domésticas na região central da China no mês de março. As justificativas seriam o fato dessas congregações serem “anti-chinesas”.

A notícia foi comentada por uma cristã local, que afirmou que boa parte dos cristãos não tem se deixado intimidar pela repressão imposta pelo Partido Comunista.

Bai Yahui* relatou à missão Portas Abertas que após a polícia fechar as igrejas domésticas, os pastores foram alertados a não realizarem mais nenhuma reunião (cultos) e foram colocados em “liberdade condicional”, de modo que ainda continuam à disposição da Justiça, recebendo ligações frequentemente, em horários aleatórios, nas quais as autoridades solicitam que eles retornem à delegacia para prestar novos depoimentos.

“Estamos constantemente no limite”, disse ela, “mas nossa fé cresceu e estamos mais determinados do que nunca ao ver os cristãos se manterem fortes e não comprometerem sua fé em Jesus. Nós começamos muitas reuniões menores, e mais e mais irmãos e irmãs estão levantando as mãos para atuar como líderes de igrejas domésticas”.

“A situação é tensa, mas sabemos que Deus está em movimento, apesar das restrições. Realizamos uma reunião de líderes regionais e concordamos que, se alguém for preso, outro pega o trabalho. Também decidimos responder à polícia respeitosamente e com amor, mesmo que gritem conosco ou usem força física para nos fazer falar os nomes de outros crentes”, acrescentou.

Um exemplo que pode testificar o relato de Bai Yahui, é o do pastor Tito*, que vem alcançando e discipulando jovens chineses há muitos anos. Em 2017, o governo chinês já ja havia proibido todas as atividades de jovens cristãos e mais recentemente proibiu o evangelismo entre os adolescentes. Mas ele não perdeu as esperanças, nem desistiu de seu ministério.

“Inicialmente, fiquei realmente frustrado com as tentativas do governo de nos calar, mas recentemente eu abracei isso como uma nova temporada, na qual Deus nos trará aqueles que verdadeiramente estão famintos por ele e estão dispostos a seguir a Jesus a qualquer custo”, destacou.

Timothy*, outro pastor chinês, alertou sobre a realidade difícil que os jovens vivem com com relação ao medo que eles sentem de participarem dos cultos realizados por seu ministério.

“Muitos jovens têm medo de participar de nossas reuniões, por isso estamos tentando encontrar maneiras novas e criativas de ter comunhão. Nós praticamos esportes, tocamos instrumentos musicais e comemos juntos e estudamos em grupos. Aproveitamos todas as oportunidades para orar uns pelos outros e compartilhar as Escrituras que nos fortalecem e nos dão esperança. O sentimento de amor e solidariedade é incrível”, explicou.

*Nomes alterados por motivos de segurança dos envolvidos na matéria.

Fonte: Guiame

Idosa impede ataque contra sua igreja após evangelizar terrorista

Em uma atitude ousada, uma idosa impediu um ataque terrorista contra sua igreja, no Oriente Médio, após evangelizar um dos militantes islâmicos. Seu ato corajoso resultou na conversão do muçulmano ao cristianismo.

Al-Khadir* estava entre os terroristas que planejaram o ataque à igreja Assembleia do Deus Amoroso (ALG, na sigla em inglês). Ele foi criado em uma tradicional família muçulmana e se juntou a um grupo extremista local após se formar na universidade.

Quando ele e seus companheiros entraram na igreja armados, uma mulher idosa ousadamente se lançou nas pernas de Al-Khadir.

De acordo com o relato da organização missionária Bibles For Mideast, a idosa disse ao homem que também já foi muçulmana e que seus filhos morreram como terroristas, na Síria.

“Esse não é um caminho de paz; o Senhor Jesus é o Príncipe da Paz. Ele me salvou do pecado e da morte. Eu vivo com essa esperança. Somente Jesus Cristo pode nos dar a paz, a salvação e o paraíso eterno”, disse a idosa na ocasião.

Enfurecido, outro terrorista começou a chutá-la. Ela caiu de dor, mas continuou repetindo sua mensagem.

Al-Khadir, de repente, pensou em sua própria mãe. Ele empurrou seu colega e ajudou a mulher a ficar de pé. Os homens então se viraram e saíram da igreja sem fazer mais nada.

De volta para casa naquela noite, Al-Khadir teve um sonho que mudou sua vida. Assim como ele, muitos muçulmanos têm tido sua primeira experiência com Jesus através de sonhos e visões.

“Eu sou o Messias. Você sabe o que isso significa? Eu sou o único enviado do Altíssimo para trazer a humanidade — que perdeu o Reino do Céu através do pecado — de volta a Deus. Eu vim do céu, vivi uma vida sem pecado, fui crucificado e morri como castigo pelos pecados da humanidade… Inclusive o seu. Me levantei dos mortos e agora me sento à direita do Pai Celestial”, disse Jesus no sonho. “Creia em mim e siga-me”.

Sabendo que esse não era um sonho comum, no dia seguinte, Al-Khadir se aproximou do pastor da igreja que ele pretendia atacar. Ele falou sobre sua experiência e ouviu o pastor contar seu próprio testemunho de conversão do Islã.

O jovem prontamente se entregou a Jesus e poucos dias depois foi batizado. Al-Khadir decidiu deixar o país para sua própria segurança. Hoje ele diz que sente alegria e experimenta “grande paz sob as asas do Senhor Jesus”.

“O Senhor me salvou de uma vida terrível”, afirma. “Como diz o livro de Jó diz, eu só escapei deles para ser a testemunha do poderoso Salvador Jesus Cristo (Jó 1:15)”.

* Nome alterado por motivos de segurança.

Fonte: Guiame

Comissão acusa China de “repressão severa” da comunidade cristã

O relatório de 2019 da Comissão dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa aponta a China como um dos países do mundo onde há mais violações dos direitos humanos, a par de países como a Coreia do Norte, Birmânia ou Paquistão, entre outros.

Neste relatório, tornado público na semana passada, é referido que, em 2018, o Partido Comunista Chinês tornou-se “cada vez mais hostil à religião”, falando na sinicização como estratégia de Pequim que está a levar o país a uma política “de maior controle e repressão”.

O Cristianismo é uma das religiões mais atingidas pela política repressiva do Estado chinês, segundo este relatório, apesar do acordo assinado entre a Santa Sé e Pequim para a nomeação dos Bispos católicos.

O relatório fala de padres e leigos perseguidos com “relatos generalizados” de actos repressivos que passam pelo encerramento de igrejas, destruição de cruzes, apreensão de Bíblias e outros materiais religiosos, constatando-se que “a repressão foi especialmente severa na província de Henan”.

O relatório dá conta, também, da intensificação da repressão contra grupos protestantes que recusaram juntar-se à estrutura governamental que regulamenta a actividade religiosa, adiantando que “mais de 5 mil cristãos e mil líderes de igrejas foram presos em 2018 por causa da sua fé ou de práticas religiosas”.

O relatório de 2019 da Comissão dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa refere ainda que as autoridades encerraram ou demoliram “milhares de igrejas ou locais de culto”, proibiram a “venda on-line da Bíblia” e reporta ainda casos em que cristãos foram obrigados a “substituir cruzes, imagens de Jesus e outros símbolos da fé” por imagens de XiJiping, o líder do Partido Comunista.

O Relatório da Comissão dos EUA refere que “mesmo os seguidores do Budismo Mahayana e do Taoísmo, as religiões que o governo geralmente considera como das ‘culturas tradicionais’ da China, experimentaram maiores restrições à sua actividade religiosa”. No documento acrescenta-se que, “em 2018, as autoridades também fecharam ou demoliram dezenas de templos budistas e taoistas, bem como estátuas de Buda e de Lao.Tzu”.

Um dos aspectos predominantes do relatório da Comissão dos Estados Unidos, no que à China diz respeito, refere a repressão dos muçulmanos em Xinjiang, calculando que as autoridades detiveram “800 mil pessoas, possivelmente até mais de dois milhões de uigures, cazaques, quirguizes” em “campos de concentração”, apesar de inicialmente se ter negado a existência desses locais.

O relatório, com mais de duas centenas de páginas, traça um quadro sombrio da China no que diz respeito à prática religiosa, mas aponta também o dedo a outros países onde a liberdade de culto é particularmente deficiente.

Há alguns países que são classificados como de “interesse particular”, sobre os quais as autoridades norte-americanas devem fazer incidir uma atenção particular pela forma como os cidadãos são tratados no que diz respeito à prática religiosa. São eles a Birmânia, China, Eritreia, Irão, Coreia do Norte, Paquistão, Arábia Saudita, Sudão, Tajiquistão e Turquemenistão, República Centro-Africana, Nigéria, Rússia, Síria, Uzbequistão e Vietname.

O relatório recomenda que as autoridades norte-americanas devem fazer reflectir na sua política externa as observações referentes aos países onde se verificam abusos de direitos humanos, nomeadamente em relação à liberdade religiosa.

O Relatório é produzido por uma comissão independente bipartidária dos Estados Unidos e as suas recomendações são transmitidas ao Presidente, Secretário de Estado e ao Congresso dos EUA.

A Fundação AIS também manifestou, muito recentemente, a sua preocupação pela deterioração da liberdade religiosa no mundo, referindo que há sinais preocupantes de aumento de violência contra os cristãos, situação demonstrada pelos atentados em igrejas no Sri Lanka no Domingo de Páscoa, que permitem concluir que o ano de 2019 é já um dos mais sangrentos nas últimas décadas.

Catarina Martins de Bettencourt, directora do secretariado português da Fundação AIS sublinha que esta constatação implica que é necessário reforçar o trabalho da Ajuda à Igreja que Sofre junto das comunidades cristãs perseguidas no mundo.

“Em muitos lugares, em muitas ocasiões, os cristãos perseguidos só têm mesmo a ajuda que lhes chega através da generosidade dos benfeitores e amigos da Fundação AIS. Seria dramático, para comunidades inteiras, se a AIS deixasse de existir”, diz ainda a directora da AIS em Portugal.

(Departamento de Informação da Fundação AIS)

Fonte: Aleteia

Radicais hindus atacam duas escolas cristãs na Índia

Grupos radicais hindus atacaram duas escolas cristãs na Índia em um espaço de apenas três dias, mostrando como a minoria cristã vem sendo perseguida no país.

O primeiro ataque aconteceu em 23 de abril contra a Escola Primária Cristo, localizada no distrito de Palghar, em Maharashtra. Grupos radicais paramilitares ligados ao Antarrashtriya Hindu Parishad resolveram atacar o prédio após falsas acusações de conversão ao cristianismo contra 14 professores.

Dois dias depois, em 25 de abril, a a Escola Secundária Superior de São José, localizada em Sugnu, no distrito de Chandel, foi incendiada em resposta a uma medida disciplinar imposta por parte da direção da escola.

O padre Jacob Chapao, diretor da Organização da Juventude Católica de Manipur, condenou o incêndio classificando-o como um “bárbaro ato de vandalismo”.

Já o presidente do Conselho Global de Cristãos Indianos, Sajan K George, analisou os ataques como “alarmante” e declarou que isso prova como a “minoria cristã é vulnerável e sofre a intimidação da maioria” hindu na Índia, país que garante a liberdade religiosa em sua Constituição. As informações são da Asia News e Aleteia.

Fonte: Gospel Prime

Trump pede que o “poder da oração” seja usado para acabar com a perseguição religiosa

Cerca de cem pessoas, entre líderes religiosos e funcionários do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebraram o Dia Nacional de Oração na Casa Branca na noite de quarta-feira (1).

Em seu discurso na Sala de Jantar de Estado, Trump citou o poder da oração. “A América será uma nação que irá sempre acreditar, e nós certamente acreditamos — mais do que qualquer um — no poder da oração”, declarou o presidente. “É a coisa mais poderosa que existe”.

Trump recebeu representantes de várias crenças, incluindo cristãos, muçulmanos, judeus, sikhs e hindus. “Esta noite nós partimos o pão juntos, unidos pelo nosso amor a Deus, e renovamos nossa decisão de proteger a sagrada liberdade religiosa — todos nós”, disse ele.

O presidente também citou os recentes ataques de motivação religiosa nos EUA e no exterior. “Todos nós nesta sala enviamos nosso amor e orações aos judeus americanos feridos no tiroteio da sinagoga Chabad na Califórnia. E nossos corações se partem pela vida de Laurie Gilbert-Kaye, que foi tão perversamente tirada de nós”, afirmou.

“Nós choramos pelos cristãos assassinados no Sri Lanka no domingo de Páscoa e lamentamos pelos muçulmanos assassinados em suas mesquitas na Nova Zelândia”, acrescentou. “Aqui em casa, também nos lembramos das três igrejas negras históricas, queimadas recentemente na Louisiana e do terrível tiroteio do ano passado na Sinagoga Árvore da Vida, em Pittsburgh”.

A sala repleta de funcionários e apoiadores das políticas de liberdade religiosa de Trump aplaudiram enquanto ele pedia o fim da violência e do terrorismo contra pessoas de todas as religiões.

Líderes evangélicos conhecidos nos EUA compareceram ao jantar da Casa Branca. Entre eles estavam Kenneth e Gloria Copeland, James e Shirley Dobson, Jentezen Franklin, Jerry Falwell Jr., Franklin Graham, Mike Huckabee, Robert Jeffress, Alveda King, Johnnie Moore, Ralph Reed e Paula White.

O evento de quarta marcou o início da Jornada Nacional de Oração nos EUA, que acontece na primeira quinta-feira de maio de cada ano, de acordo com uma lei aprovada pelo Congresso americano em 1988.

Na semana passada, Trump emitiu uma proclamação presidencial em homenagem ao evento: “Neste Dia Nacional de Oração, os americanos mais uma vez se reúnem para dar graças ao Deus Todo-Poderoso pelas bênçãos abundantes que Ele concedeu à nossa grande Nação e pedir por Seu conselho infalível. Reconhecemos nossa dependência do amor de Deus para guiar nossas famílias, comunidades e nosso país para longe do mal e em direção à abundância e à paz”.

“A honrada tradição de oração da nossa nação nos sustentou e fortaleceu nossa confiança de que Deus continuará nos guardando nos melhores momentos e nas horas mais sombrias. Que nós, americanos, nunca esqueçamos o poder da oração e a grandeza de nosso Criador no Dia Nacional de Oração”, continua a proclamação.

Fonte: Guiame